admin on June 23rd, 2010


(Rio de Janeiro, 1977). Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

Cursou entre 1999 e 2005 o curso de pintura na Escola de Belas Artes –Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Em 2002 interessou-se por arte urbana e passou a fazer intervenções pela cidade.

Combinou os estudos na Escola de Belas Artes, a paixão pelas historias em quadrinhos a prática do grafitti. Trabalhou como arte educador e publicava histórias em quadrinhos independentes, fotocopiadas.

Descobriu o stencil e começou a pintar nas ruas. Repetições de um auto retrato – que na faculdade, trabalhando sobre telas, buscava reduzir cada vez mais até chegar em algo como uma logomarca-  para logo brincar com ela – fugir pra bem longe das bordas do quadro, subindo pelo tecido urbano- fragmentá-la e utilizá-la como elemento de composição . Começou pintando repetições de carinhas para em seguida usá-las como ponto de partida para a invenção de personagens e estórias.

Em 2005 realizou a individual “Contente tende a infinito” no Paço Imperial do Rio de Janeiro. Premiado na Bolívia em 2005 na bienal de artes de La Paz.

Em seguida vieram as individuais “Contente tende a infinito” na A Gentil Carioca no Rio de Janeiro e “Tende a infinito dois” em 2006, na galeria Luisa Strina em São Paulo.

Voltou ao Paço Imperial em 2007 com a individual “Auto retratos também” e uma intervenção urbana em Bangkok: pintar em 3 dias um muro de 80 metros num subúrbio e em seguida um grafitti num clube (Bed Supper Club).

Em 2008 participou da feira ARCO em Madrid com um projeto solo e junto com 4 amigos montamos a exposição “Zoation Painting, a pintura de zoação” no  Museu Nacional de Arte de La Paz, Bolívia.

No fim do ano participou da residência artística na Darling Foundry, em Montréal, Canadá e em fevereiro de 2009 expôs recortes de desenhos numa vitrine, na mesma cidade.

Em seguida, um projeto solo junto a Gentil Carioca na feira ARCO de Madrid  chamado “Náusea” enquanto participou da coletiva “Nova Arte Nova”no CCBB do Rio e de São Paulo. Em julho na individual “Compradores de Mundo” na Galeria A Gentil Carioca e em outubro a Bienal de La Paz , novamente.

Em 2010 projeto solo na feira Zona Maco no México – uma instalação com desenhos sobre discos de vinil de musica brasileira; participação em um festival de intervenções urbanas entitulado Fugue Urbaine, em Montreal e a coletiva “Like tears in the rain” curada por Ana Luisa Teixeira de Freitas no Palácio das Artes, cidade do Porto, Portugal.

Hoje seu trabalho se define como desenho.

Gosta de trabalhar diretamente sobre a parede do espaço expositivo.

O auto retrato, denominado Contente implanta-se em múltiplos e absurdos corpos, como estranhos personagens que estruturam ficções igualmente absurdas, em que texto e imagem se combinam. Se direciona ao encontro da palavra com a imagem e por tornar os espaços instalativos  legíveis como uma página de história em quadrinhos. Se interessa pelo caráter invasivo do traço sobre parede e pela aplicação incisiva do humor.

“O trabalho quase maníaco da multiplicação de Contentes em espaços interiores e exteriores; o humor um tanto perverso e non sense das estórias construídas; o forte desejo da comunicação, declarado pelo próprio artista: todos estes são elementos que dão à obra de Carlos Contente uma qualidade que desafia ironicamente os parâmetros mais conservadores para obra de arte. Já freqüentando os espaços legitimados da arte, seus desenhos parecem revelar o olhar crítico do autor sobre os valores instituídos, os parâmetros artísticos e morais, como se, estes sim, fossem realmente muito loucos.” Cristina Salgado

Carlos Contente é representado pela galeria A Gentil Carioca.

www.agentilcarioca.com.br

Quer voltar para a lista completa? Clique aqui!

Ajude a divulgar o PIPA. Torne-se um amigo no Facebook: www.facebook.com/premioPIPA

Leave a Reply


Back to last page or go to the home page